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julho 07, 2011

Mercados

Durante meses e meses, com Portugal mergulhado numa grave crise económica e social, a direita política sempre foi tentando convencer os portugueses que a culpa era de Sócrates e dos seus tiques autoritários que lhe retiravam a credibilidade necessária para governar. E sempre defendendo os mercados e as suas virtudes - não tinham culpa nenhuma no que estava a acontecer.
Ferreira Leite disse uma vez no Parlamento que as mesmas medidas do governo Sócrates tomadas por outro governo com credibilidade seriam bem vistas pelos mercados, e que quem paga é quem manda.
Passos Coelho prometia mais austeridade porque era isso o que os mercados queriam. E Cavaco Silva disse em campanha eleitoral que não se devia criticar os mercados e raramente referiu que a crise portuguesa tinha origem numa crise mundial.

Pois bem, bastou um corte de rating da Moody's para a direita, actualmente no poder, se lançar contra os mercados e descobrir que afinal a crise é global. Um murro no estômago, para Passos Coelho. Incompreensível, disse Cavaco, pedindo uma resposta europeia.

Portanto, a inocência dos mercados anteriormente louvada foi rapidamente esquecida. Agora querem atirar areia para os olhos de todos nós, fingindo uma incredulidade total. Não tarda estão a defender a reestruturação da dívida. Esquecendo que houve quem, durante a campanha eleitoral, dissesse a verdade sobre a crise económica.

dezembro 23, 2010

Inside Job


Obrigatório ir ver.

janeiro 11, 2010

O abominável César das Neves

João César das Neves, economista, escreveu um livro para crianças intitulado "O meu livro de economia". Sandra Monteiro, da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique, explica aos adultos o perigo que é para as crianças a leitura do livro citado. Abstenho-me de comentário à cerca da figura de César das Neves. Basta ler o artigo.