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janeiro 08, 2012

Uma semana, o espelho do país

Na primeira semana de 2012, há quatro notícias que espelham bem a realidade do país. 

1- A ida da Jerónimo Martins para a Holanda. Imitando as grandes empresas portuguesas, a empresa de Soares dos Santos fugiu para os Países Baixos à procura de melhores condições fiscais. Nada contra não fosse o seu presidente Alexandre um dos "senadores" que inundou a opinião pública portuguesa com dezenas de intervenções apelando ao trabalho, união e empenho dos portugueses para ultrapassar a crise. Ele, como a maioria dos que a toda a hora debitam disparates nos media, mostrou de que fibra é feito. Não é ilegal a acção da Jerónimo Martins mas é carregada de imoralidade dado o passado recente. E são criaturas assim que os media gostam de ouvir atentamente sobre o país. Espero que Barreto imigre juntamente com o patrão.

2- A Maçonaria. Deputados, empresários, directores de jornais, membros de serviços secretos, directores de empresas. Tudo isto junto numa sociedade secreta da qual pouco se sabe. O que tem vindo a lume é uma perigosa teia de relações entre os seus membros com todas as consequências que isto tem para a democracia. 

3- Um estudo revela que, de todos os países onde está a ser aplicada austeridade no combate à crise, Portugal é aquele que tem medidas mais gravosas para as classes mais pobres. A justificação deve ser a do costume: não se pode taxar os mais ricos porque senão eles fogem. Mas espera aí, eles já não fugiram todos na mesma?

4- Depois da privatização da EDP, Catroga será o novo chairman da empresa controlada pelo estado chinês. O homem dos pintelhos e da foto do telemóvel, que no primeiro semestre de 2011 não parou um segundo, tem agora a recompensa depois de tanto esforço. Este era o governo que ia para São Bento não para distribuir tachos pelos amigos, não era?

junho 24, 2011

A privatização da RTP


Com a chegada do poder do governo de Passos Coelho, um dos temas fortes que se vai colocar em cima da mesa é a privatização da RTP. O PSD propõe a extinção de um dos canais abertos e do canal de notícias. Dito desta forma, sem conhecer a proposta e outras consequências desta via privatizante do serviço público de televisão, não fico nada escandalizado com a extinção referida anteriormente.

E as razões são simples. A RTP1 já é, praticamente, um canal privatizado. Ou seja, segue a lógica das audiências e, em três quartos da sua programação, é uma cópia da SIC e da TVI, com programas de baixo nível, implicando custos tremendos. A própria informação do canal não anda muito longe da que é feita nos canais da concorrência.

E a RTP2, apesar da sua diversidade no período da noite, durante o dia é um canal infantil sem utilidade nenhuma - e sem audiências das crianças portuguesas.

Quanto à RTPN, não justifica a sua presença no cabo já que a concorrência assegura perfeitamente a função de canal noticioso. Apesar dos bons conteúdos que poderiam figurar perfeitamente na grelha do canal aberto.

Então, qual seria a solução?

Em primeiro lugar, é preciso repensar todo o serviço público de televisão. Independentemente da sua privatização ou não, da extinção de um ou dois canais, o que interessa é perceber o que é serviço público e de que forma é que se poderá inverter esta tendência de tele-lixo que se tornou a nossa televisão - ainda ontem vi a anunciar na RTP1 um novo concurso musical para Setembro, porque a dúzia de concursos idênticos que a estação produziu na última década, a juntar à outra dúzia que habitualmente a concorrência emite não chegam. Enfim...

Para que tal aconteça é necessário ter alguém que pense o serviço público de televisão em Portugal de forma responsável. O facto de não termos críticos de televisão que tenham influência na opinião pública é determinante para que o nosso serviço público de televisão se tenha degradado tanto. Eduardo Cintra Torres e Jorge Mourinha são óptimas pessoas mas chegam a quem?

Se em teoria penso que há espaço e condições económicas para que o serviço público de televisão tenha duas estações em canal aberto - ter um canal de notícias na realidade portuguesa não é, de todo, indispensável - na prática, se for para continuar com o actual situação que temos acesso, a privatização de um canal é uma via necessária. Porque a RTP1, tirando honrosas excepções, não garante os mínimos dos mínimos de um serviço público de televisão com qualidade.

Termino apenas com um exemplo prático. Por motivos profissionais, tive a possibilidade de acompanhar a campanha para as legislativas no distrito de Setúbal e, portanto, conviver de perto com a cobertura noticiosa que se fez de arruadas, comícios, jantares, etc. E enquanto SIC e TVI andavam sempre com dois repórteres por partido, mais os técnicos de som e imagem necessários para emissões em directo, a RTP, vá lá saber-se porquê, chegava a ter quatro jornalistas - eu volto a repetir: q-u-a-t-r-o! - para cobrir um simples almoço ou um pequeno comício. Caso prático: comício do PSD em Almada com Pedro Benavides, João Adelino Faria, Hélder Silva e Sandra Sá Couto. A estes nomes juntem os vários repórteres de imagem, os técnicos de som no exterior e as cerca de 5 viaturas à porta do evento. E isto durante duas semanas, para não produzir notícias mas sim soundbites do que os candidatos iam dizendo.

Eu pergunto: porquê e para quê? O serviço público de televisão em Portugal tem de levar uma grande volta. Até porque são estes casos que citei e outros exemplos de péssima gestão, aliado à inutilidade do canal em si, que fazem com que ultra-liberais como Passos Coelho e sus muchachos, vejam na RTP algo para extinguir e não para repensar.

junho 16, 2011

O 10 de Junho

As comemorações do último 10 de Junho ficam inevitavelmente ligadas aos discursos de Cavaco Silva e António Barreto.

Começando por este último, tornou-se insuportável a arrogância intelectual com que Barreto nos brinda constantemente. Não sei se será influência de Filomena Mónica, se a vaidade por ter feito uns documentários interessantes, se o cargo que ocupa no Pingo Doce. O que é facto é que de há uns tempos para cá este sociólogo tem oferecido ao país várias missas, todas elas com o mesmo tom: eu sou óptimo, o país está de rastos, eu tenho a solução, ouvi e calai que não há remédio. O problema é que os media adoptaram Barreto como o grande senador da coisa pública e, quase todos os meses, levamos com uma entrevista-diagnóstico de Barreto. Desta vez, trouxe-nos o tema da revisão constitucional e a necessidade de modernização do texto.

Quanto a Cavaco, passa-se uma coisa semelhante: já não há pachorra para ouvir a criatura falar da agricultura, do mar e da necessidade dos jovens investirem no campo e para olharem para os sacrifícios do interior como um exemplo de superação. Desta vez transformou as suas preocupações em discurso oficial mas é preciso não ter nenhuma vergonha na cara para Cavaco afirmar o que diz. É preciso relembrar que ele foi 1º ministro, com maioria absoluta durante 10 anos, no tempo em que se reformou por completo a agricultura e as pescas portuguesas? Que os resultados de hoje se devem às suas políticas? Esta amnésia colectiva sobre as responsabilidades dos políticos que mais responsabilidades têm no estado a que isto chegou - Cavaco e Soares, à cabeça - chega a ser deprimente. Ou será que Cavaco enquanto presidente da República não tem nenhuma responsabilidade na crise económica e financeira do país? Pois, só lá está desde 2006.

Um país que tem em Cavaco e Barreto as suas duas maiores figuras para discursar num 10 de Junho mergulhado numa crise social, económica e financeira só pode temer.

abril 25, 2011

O futuro

A RTP tem estado a entrevistar, quase diariamente, personalidades portuguesas com o intuito de ajudar a compreender o estado do país e o futuro que se avizinha.

Jorge Sampaio, António Barreto, Ramalho Eanes, Carvalho da Silva, Freitas do Amaral, Fernando Nobre, Alexandre Soares dos Santos, José Policarpo, Belmiro de Azevedo, Ricardo Salgado, Mário Soares e os actuais líderes partidários.

Ou seja, os mesmo de sempre, os mesmos que nos empurraram para o abismo, os mesmos que não estão dispostos a nenhuma mudança profunda. Quase todos à direita.

São estes os protagonista do futuro? É isto um serviço público? São estas as personalidades que os portugueses querem ouvir numa época que vivemos?

Se as respostas foram todas positivas, estamos feitos. Resta-nos lutar.

abril 08, 2011

Discriminação na CP

Na viagem que fiz ontem de Lisboa para o Porto, a caminho do Dragão para ver o Ibson a ser humilhado, deparei-me com um episódio vergonhoso, envolvendo um dos revisores da CP.
Em Coimbra, um jovem passageiro de dezasseis anos entrou no comboio com a camisola do FCP vestida. O revisor só chegou junto dele depois de Aveiro e foi aí que começou a confusão. O rapaz tinha-se esquecido do Bilhete de Identidade mas tinha o cartão de aluno que comprovava que era estudante e que poderia ter o desconto que beneficiou na compra do bilhete. O revisor, dentro da lei mas demasiado escrupuloso, exigiu o BI ou outro documento que identificasse a idade do passageiro. Sem idade para ter carta de condução e sem passaporte - os únicos documentos válidos nas palavras do revisor - foram inúteis as tentativas do jovem para demover o revisor quando lhe mostrou outros cartões onde tinha a sua data de nascimento. O revisor estava determinado a cumprir a lei ao máximo. O que até pode ser respeitável, não fosse o comportamento que teve a seguir.
Na mesma carruagem viajavam vários russos, adeptos do Spartak. Um deles, bem próximo do local, tentou aliviar a tensão, gritando Spartak e pedindo ao revisor para deixar em paz o miúdo. O homem da CP virou-se para o russo e apenas disse: "eu hoje também sou do Spartak". Nesse momento, caiu-lhe a máscara. O zelo com que estava a tratar o jovem passageiro era apenas por ele ter vestida uma camisola do FCPorto. Em variadíssimas situações, os revisores da CP toleram estas situações, principalmente se os passageiros forem bem educados e civilizados, que foi o caso deste rapaz. Aliás, no meio da conversa, o passageiro recebeu um telefonema e, quando atende, o revisor ironiza de forma indecente: "não é por telefone que vai conseguir provar nada". Uma atitude lamentável que culminou em beleza.
Quando o revisor da CP estava a fazer as contas da diferença que o miúdo teria que pagar, resolve lançar esta farpa: "eu até estou a ser bonzinho, este caso é passível da coima máxima por não possuir um bilhete válido". Perante isto, o rapaz apenas questiona o homem da CP com um normalíssimo "porquê?" e é aí que o revisor finaliza a conversa: "ai está a questionar? pois estão em Campanhã vai ter a PSP à sua espera para o identificar e aí pagará a multa máxima", procedendo em seguida ao telefonema para que essa diligência fosse tomada.
Como é que se reage a isto? Com muita calma. Eu bem que tentei interceder a favor do jovem mas foi impossível falar com um anormal daqueles. Por isso, aconselhei o miúdo a sair na estação anterior a Campanhã e foi o que aconteceu: em Gaia, despistei o revisor, o rapaz vestiu outra camisola e saiu por outra porta, passando inclusivamente na plataforma junto ao revisor sem que este desse conta disso. No final, eu apenas me despedi do revisor com um sonoro "cinco a zero" e um encolher de ombros. A seguir, esse senhor terá uma reclamação formal na CP.

março 11, 2011

A manif - razões para ir para a rua gritar


A manifestação que se realiza amanhã por todo o país que se intitula "Geração à Rasca" é um marco cívico na vida deste país. Desde o início dos anos 90, em pleno cavaquismo, que os jovens não se uniam massivamente por alguma coisa. Durante estes anos, inundados em promessas e numa globalização que fomenta um estilo de vida cada vez mais individualizado, os jovens - e o resto da população, já agora - alhearam-se da vida política e cívica. Porém, no meio desta crise económica e social em que vivemos há algo que faz mover os jovens. Sim, há a precariedade. Sim, há os estágios não remunerados. Sim, há o desemprego dos recém-licenciados. Mas há, sobretudo, uma insatisfação geral com o rumo que isto está a levar.
Não há aqui nenhuma antipatia para com os mais velhos. Não há inveja das gerações anteriores, por muito que elas possam ter vivido melhor do que a actual viverá. Não há um sentimento anti-partidário e anti-sistema em que se culpa exclusivamente os políticos e os donos do dinheiro pela precariedade dos jovens. Já não há quem queira um emprego para a vida. O que está em causa com esta manifestação é bem diferente.
O protesto das dezenas de milhares de jovens que se esperam que saiam à rua amanhã é apenas um grito, um aviso de como quem diz: "estamos aqui, queremos ajudar a mudar, mas têm que contar connosco e olhar para nós como parte activa do processo político e social". Em suma, esta manifestação pretende sinalizar o desencanto dos jovens com a evolução das coisas, seja das políticas que lhes apenas dizem respeito como também das outras, da austeridade, da política pouca aberta à sociedade ou subserviência para com as leis dos mercados e para com chanceleres de outros países. Mas também pretende dar um sinal claríssimo de que os jovens não estão adormecidos, sentados no sofá ou em frente ao computador à espera que tratem do futuro deles.
É assim que eu vejo a manifestação e é por isso que estarei amanhã na rua.

ps: a manif da geração à rasca tem sido abusivamente aproveitada para ser confundida com outras coisas, desde a manifestações de grupos anti-partidos até a grupos de extrema-direita. Muito dos nossos "distintos" comentadores atiraram-se aos participantes na manif de amanhã. Já nos apelidaram de tudo. Estão com medo, é a única coisa que posso concluir. Isso e ignorância, já que se tirassem cinco minutos do seu tempo e fossem ler o manifesto do protesto da Geração à Rasca perceberiam perfeitamente o que está em causa. Mas isso é pedir de mais a quem gosta de debitar banalidades.

outubro 20, 2010

SCUT's (2)

Dois casos que mostram bem porque é que a introdução de portagens nas SCUT's é dos processos mais idiotas dos últimos anos.
1- Uma reportagem da RTP na zona de Gaia. Conheço bem já que vivo ali mesmo e o caso apresentado é verdadeiro. Um sistema ridículo que cria situações destas mostra bem a falta de jeito deste governo e do Estado e também o descaramento com que se criam estes modelos apenas para saciar a boca gulosa do Estado em tempo de crise, sem pensar primeiro nas pessoas.
2- As SCUT's vistas de Espanha. Palavras para quê?

abril 06, 2010

Alberto Gonçalves

Parece que há uma criatura chamada Alberto Gonçalves que assina como sociólogo. Li apenas um texto do senhor, que se intitula "O hip-hop também mata", e fiquei estupefacto. João Bonifácio, no Ípsilon, faz o que devia ser feito: apontar a ignorância de Alberto Gonçalves.

fevereiro 15, 2010

Carnaval

Ler este texto, com seis anos, de Francisco José Viegas sobre o carnaval português, uma coisa que eu sempre detestei e que nunca achei a mínima piada.

fevereiro 09, 2010

Comboios (2)

O Filipe Moura escreve aqui um texto interessante sobre a CP. Com alguma razão na primeira parte do texto - os problemas da linha Porto-Lisboa não são a falta de comboios, claro -, a segunda parte do mesmo vem demonstrar os problemas que existem actualmente em Portugal no que respeita aos caminhos de ferro. Eu, em Itália há uma semana, já usufruí do bom sistema de transportes ferroviários que os italianos possuem. A falta de conforto de alguns dos seus comboios é compensada por muitas outras coisas: grande oferta de viagens e de destinos, bons preços e horários cumpridores.

janeiro 26, 2010

Comboios

Eis aqui um bom retrato do que é a CP em Portugal. Eu, que nos últimos dois anos e meio tenho viajado todas as semanas de comboio entre Porto e Lisboa, sei bem como funciona a CP: muito mal. É o que dá dar prioridade a auto-estradas, TGV's e aeroportos. Continuem, continuem. A CP é uma valente merda.

janeiro 08, 2010

Casamento homossexual

Já está. É, de facto, um dia muito importante para o combate às discriminações em Portugal. Falta a adopção que, por mesquinhice política do PS e do Governo, ainda não foi aprovada. Mas pouco faltará.

janeiro 07, 2010

O referendo

Vamos lá ver se nos entendemos. Portugal teve eleições legislativas há pouco mais de três meses. Os cidadãos portugueses elegeram uma larga maioria de esquerda para o Parlamento. Os três partidos - PS, BE e CDU - fizeram do casamento homossexual uma das principais bandeiras dos seus programas políticos. O povo votou. O Parlamento vai agora legalizar o casamento homossexual. Onde é que está o roubo? Esta JSD - e todos aqueles idiotas das plataformas da vida e do além - não merecem ponta de atenção.

Rir

Maria José Nogueira Pinto. Uma crónica imperdível.

dezembro 16, 2009

Red Bull

As corridas de aviões da Red Bull não me aquecem nem me arrefecem. Mas acho inacreditável que o único espectáculo de massas com sucesso fora da capital vá a correr para Lisboa, cidade à qual milhares de portugueses, várias vezes ao ano, vão para assistir a diversos espectáculos do género - sejam concertos, peças de teatro, exposições, etc. Uma grande resposta dos portugueses seria boicotarem quer o produto, quer a prova. Contudo, estou a apostar que daqui a um ano se assistirá a uma afluência de massas de portugueses de vários pontos do país, principalmente do Norte.

dezembro 07, 2009

Isilda

Isilda Pegado, presidente da federação portuguesa pela vida, escreve hoje um artigo de opinião no Público, defendendo a realização de um referendo à legalização do casamento homossexual. O artigo começa da melhor maneira: "O debate está lançado. Queremos que o casamento possa ser celebrado por pessoas do mesmo sexo? Queremos modificar os pressupostos do casamento? O casamento pode ser celebrado por pessoas de 14 anos? E de 10 anos? O casamento civil pode ser indissolúvel?". Apeteceu-me vomitar e seguir em frente na leitura do jornal mas decidi continuar.
O principal argumento a favor da realização do referendo é a questão do consenso social: "Quem diz o que já tem consenso social? Como se identifica esse consenso? Ou há um grupo que impõe a sua visão à sociedade? O instrumento mais fiável para essas respostas é de facto o referendo. Aí saberemos o que quer o povo". Mas quando o povo quis a liberalização do aborto, o que escreveu a senhora Isilda? Isto. E, dois dias a seguir ao mesmo referendo, o que disse a senhora Isilda? Que já estaria a preparar um novo referendo. Não há pachorra.

dezembro 03, 2009

Veja - ou o retrato do Brasil

Lendo a revista Veja da semana passada, fica-se a perceber muito sobre a população brasileira e sobre os seus interesses, nomeadamente sobre a nova classe média que tanto se fala. Não, não vem lá nenhuma reportagem sobre o tema. A minha conclusão deriva da publicidade da revista.
Num total de 196 páginas, 138 (!!!!) são de publicidade. Ou seja, cerca de 70% da revista são páginas inteiras de publicidade. Isto é um absurdo. Mas não são estes números que nos dão a percepção do comportamento dos cidadãos, é sim o conteúdo da publicidade. 3o dos 138 anúncios são a carros. E não são carros topo de gama, são os chamados utilitários das marcas "médias": Fiat, Ford, Hyundai, Kia ou Opel. 15% da publicidade diz respeito a carros, uma indústria que, a julgar pela publicidade, tem tudo para crescer. Basta comparar a publicidade a automóveis em Portugal e ver os números desta indústria aqui no nosso país.
E o resto da publicidade, diz respeito a quê? A muita coisa, desde perfumes ou relógios, até agências de viagens. Mas a fatia mais importante da publicidade desta revista são as novas tecnologias. São 16 anúncios a telemóveis, computadores ou electrodomésticos.
Para concluir, dizer que em relação à publicidade em Portugal o que se nota é a falta de agências de comunicações e bancos. Nesta edição da revista Veja, apenas existem três anúncios (discretos) a bancos e um (contracapa) a uma rede de telecomunicações.
(nota: não é com uma revista que se pode deduzir o que quer que seja. Mas achei interessante partilhar estes dados)

novembro 28, 2009

Voz

Há muitos motivos para não gostar da nova música do Pingo Doce. O maior é ter "despedido" Rui Morisson mais a sua voz magnífica.

novembro 08, 2009

Regionalização...para quê?

A crise do Norte, uma reportagem que podia também ser do Alentejo, de Trás-os-Montes, da Beira Litoral, etc, etc. Continuem a adiar, continuem.