maio 25, 2011

Paulo Portas e os partidos da esquerda




Um dos erros mais evidentes que os dois partidos de esquerda estão a cometer nesta campanha eleitoral é incluir Paulo Portas e o CDS no lote dos inimigos. Bem sei que Portas assinou o acordo da troika, bem sei que até já foi ministro - por pouco tempo - e com péssimos resultados, e também sei que o CDS, de vez em quando, foi aprovando Orçamentos junto com o centrão.



Porém, diabolizar o CDS-PP, incluíndo-o no bloco central de interesses que tem governado este país revela, para o eleitor comum, uma atitude muito pouco louvável por parte de Bloco e PCP: apenas dá a impressão que estes dois partidos são mesmo contra tudo e todos.



A crítica feroz ao PS e ao PSD compreende-se perfeitamente. E até se compreende que Louçã, por exemplo, tenha atacado Paulo Portas no debate que teve com o líder do CDS. Estava à sua frente, só tinha que o fazer. Mas insistir em todo o lado - cartazes, tempos de antena, discursos, pequenas intervenções na TV - na inclusão do CDS como responsável pela situação a que chegámos é ir demasiado longe. O eleitorado fiel do Bloco e da CDU percebem a mensagem. O problema são os restantes eleitores indecisos.


1 comentário:

  1. Não percebo este post: querias que o PCP e o Bloco se entendessem com o CDS, em teoria o partido mais longe deles? Já leste o "Rua Direita"?
    E discordo - acho que toda a gente deveria atacar mais o CDS. Concordo com o Ricardo Alves - o CDS é o partido menos atacado em todas as eleições, e ganha muito com isso. PCP e Bloco, que jamais se coligarão com o CDS, deveriam atacá-lo ainda mais.

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